Vimos que a IA (inteligência artificial) tem a capacidade de escrever textos, fazer relatórios, conversar com a gente e até desenvolver softwares de maneira autônoma. Sim, estou falando do ChatGPT, lançado em novembro do ano passado e que já tem mais de um milhão de usuários.

Desenvolvida pela OpenAI, empresa norte-americana, essa tecnologia é um modelo de linguagem treinado para compreender textos e responder perguntas sobre os mais diversos assuntos, desde ciência, filosofia, entretenimento e atualidades. Basta enviar uma pergunta que o chatbot vai responder imediatamente, com coerência ou não, cabe ao usuário esse olhar clínico.

Essa tecnologia é polêmica, principalmente, entre o meio acadêmico que teme o retrocesso da inteligência humana de apreender conhecimento por usar a IA para realizar trabalhos de escola, pesquisas e tese de doutorado.

Na Itália, o ChatGPT foi banido por tempo indeterminado por “recolhimento ilegal de informações pessoais”. A criadora dessa tecnologia não se pronunciou até o momento.

Quem também ficou incomodada, ou melhor, ameaçada, foi a Google, que sentiu seu reinado de maior plataforma de buscas ser ameaçado. Em parceria com a Alphabet, ela já criou sua versão concorrente do ChatGPT, que se chama “Bard”, que está em fase experimental.

Tenho uma visão que pende mais para o lado humano. Acredito que quem usar o ChatGPT sem ética pode causar um estrago grande nas redes sociais e na vida das pessoas, propagando informações tendenciosas e falsas.

Por outro lado, os usuários bem-intencionados vão extrair e aprender através dessa ferramenta incrível outras maneiras de amplificar sua forma de pensar e encontrar soluções criativas.

Obs.: Este texto não foi criado pelo ChatGPT.

 

Eduardo Muniz é Sócio-Diretor da SIMPLIE – empresa de inteligência com uma solução full-service para o e-commerce – e Professor do MBA de Marketing Digital na ESPM e FGV.