É quase impossível acessar as redes sociais e não aparecer um vídeo de um influencer tentando vender um acessório para celular, tênis, maquiagem, serviços, passeios, cursos e etc. Mas agora, um novo movimento está ganhando força: os anti-influenciadores ou desinfluenciadores.

Sem grandes produções, típico vídeo caseiro, eles testam produtos tendências, falam quanto custou, apontam defeitos e basicamente afirmam para seu público a não comprar. E o golpe de mestre é a mensagem subliminar de que as marcas querem enganar as pessoas, vendendo falsas promessas. Vai dizer que você nunca deixou de comprar algo depois que viu o depoimento negativo de algum desconhecido?

Se essa moda pegar, pode fazer um rombo na gigantesca e poderosa economia de marketing de influenciadores, que só nos Estados Unidos, marca mais de US$ 16 bilhões.

Segundo a GWI, empresa de pesquisa de ecommerce, desde 2015, o número de consumidores norte-americanos que pesquisam produtos nas redes sociais aumentou 42%. E esse boom se deve muito aos influenciadores digitais.

A pesquisa diz também que a geração Z, considerada mais imersa no comércio social, tem 23% mais de chances de fazer compras por impulso e 27% menos chances de gastar tempo pesquisando ofertas.

Chris Beer, analista da GWI, afirma que “as pessoas não querem aparentar que estão gastando muito dinheiro. Estamos vendo o comércio social passar por uma recessão pela primeira vez”.

Será que essa onda vai chegar aqui também ou vai ser uma marolinha?

 

Eduardo Muniz é Sócio-Diretor da SIMPLIE – empresa de inteligência com uma solução full-service para o e-commerce – e Professor do MBA de Marketing Digital na ESPM e FGV.