Entra ano, sai ano, e as pesquisas continuam indicando que o consumidor busca tendências, inspiração e decisões de compra através de redes sociais. Seja por meio de um influencer ou seja por meio de sua própria rede de contatos.

Na dança dos algoritmos ecommerce e influenciadores estão sempre buscando acertar os passos para ter mais engajamento, conversões e lucratividade (nem sempre com sucesso, mas continuam melhorando). É indispensável entender o comportamento dos usuários dentro e fora das redes, assim como das próprias plataformas.

A tendência por vídeos curtos ainda impera, mas a cereja do bolo continua sendo e com mais força, o apoio a causas sociais. A geração Z (nascidos entre 1995 e 2010), maior consumidora e ativa no Instagram e TikTok é mais consciente por questões de cunho social. É um público que segue e compra de empresas comprometidas a combater o racismo, a homofobia, o machismo e outras causas.

Recentemente, o relatório do Instagram apontou que três em cada quatro usuários da Geração Z seguem um influenciador digital que é portador de alguma necessidade especial. É um mundo em que o diferente já não é tão diferente assim – um dia chegamos lá (com a velocidade das mensagens na mídia social).

Outra aposta para este ano é o Metaverso. Sim, ele mesmo! A geração Z curte construir um universo paralelo digital em que se sente à vontade para expressar suas particularidades, por exemplo, avatares com mais diferentes tipos de corpos, tons de pele e necessidades especiais. Ressalto, para esse público é importante a inclusão social para construir uma sociedade mais harmônica.

Mas diante de tudo o que vimos acontecer nos últimos dois anos já não dá para apostar umas fichas de que surgirá outra rede social mainstream em breve? Tivemos a bolha do Clubhouse. Tivemos a substituta do Twitter, a rede social mais famosa da 5a série, o Koo. Que falar do BeReal uma rede social que vai contra o movimento de filtros e o maravilhoso mundo da fantasia que impera nos Instagrams e TikToks da vida. Ainda temos Mastodon e Bluesky (do mesmo criador do Twitter por sinal) que prometem fazer barulho trazendo uma proposta de descentralização da plataforma.

Por outro lado, esperamos que pelo menos as grandes plataformas consigam estabilizar suas “inconsistências” técnicas que enfrentamos nos últimos anos.

Mas, uma certeza é que este ano promete ser um prato cheio (de novidades e mudanças) para quem trabalha com mídia social.

Eduardo Muniz é Sócio-Diretor da SIMPLIE – empresa de inteligência com uma solução full-service para o e-commerce – e Professor do MBA de Marketing Digital na ESPM e FGV.